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A mostrar mensagens de Março, 2017

Pobre e só

Vida triste a de sozinho. Solidão, sem luxo. Ambiente frio, desconforto. Pobreza no coração e no armário. Velhice, doença, dor, gelo. Não há como ir ter contigo à procura de um conforto. E, se me for possível ir, não tenho como regressar. Não existe com que confortar o desconsolo. Não há solidariedade. Não há pão. Não há a quem recorrer. Ninguém. Não existem balas para a pistola. A corda está podre. Não há morte. Não há vida. Não há saída. Luís Francisco Borges Ponta Delgada, 2 de fevereiro de 2017
Texto escrito com alguma tristeza para com o meu povo. Este povo, tão virado para o seu umbigo, que precisa de um decreto para ceder prioridade ou ceder o seu lugar no autocarro a um idoso. Este povo que é tão trabalhador como egoísta, tão poeta e romântico como cruel e egocêntrico, tão latino como rasca.